Uma grande paixão pela música
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Desde muito cedo despertou em mim uma grande paixão pela música, nomeadamente por instrumentos de percussão. Lembro-me que o meu pai foi em trabalho à Tunisia e me trouxe como presente um Djembe. Foi a melhor coisa que ele me poderia ter oferecido, a partir dai comecei a aprender sozinha a tocar estes instrumentos e mais tarde com a ajuda de amigos e profissionais nesta área.

Para além disto fiz também voluntariado numa instituição que acolhe crianças e jovens. Aqui aprendi e cresci muito, muitas das vezes a minha vontade era de chorar pois certas situações partiam-me o coração e não podia pensar em tanta coisa que aquelas crianças já tinham vivenciado em tão poucos anos de vida, e isto em mim, deixou uma marca tão grande que pensava para mim “ quando for mais velha quero trabalhar com crianças e fazer por elas algo que as motive e as faça felizes, seja de que maneira, for eu vou conseguir”.

Quando acabei o curso, decidi procurar um local onde pudesse fazer um estágio na minha área e assim foi, durante 9 meses estive integrada numa instituição, como auxiliar de apoio à infância. Ao terminar este estágio voltei outra vez a ficar em casa durante algum tempo, foi uma fase complicada, pois estar parada não é da minha natureza. Quando já estava a entrar em desespero a luz ao fundo do túnel surgiu quando uma amiga, neste momento atual presidente da junta me convidou para integrar um projeto denominado de projeto PHAS (Património, Humano, Arquitetónico e Social) durante um ano na União de Freguesias de Beja – Salvador e Santa Maria da Feira. Para além de desenvolver este projeto tive a oportunidade também de trabalhar na minha área, na identificação de problemas sociais e também no acompanhamento em visitas domiciliárias. Posso dizer que foi aqui que um dos meus grandes sonhos se tornou realidade no dia em que a coordenadora do Programa Escolhas, em Beja, me convidou para ser monitora de percussão no Bairro da Esperança e no Bairro das Pedreiras. Nestes Bairros estão a ser desenvolvidos projetos com problemáticas em que através da promoção de ateliers promovem a inclusão social destas crianças.

E não é que o meu sonho se tornou realidade? Consegui atingir o que queria, trabalhar com crianças mais desfavorecidas, através da minha grande paixão, a música.

Houve alguém que um dia me disse “nunca desistas dos teus sonhos, corre sempre atrás daquilo com que sonhaste porque o sonho comanda a vida”

Chamo-me Ana Margarida Badalinho Caixinha,
nasci no em Junho de 1991, em Beja.

 

Descrição

Com o projeto tambores do bairro, pretendo promover a inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos sócio- económicos mais vulneráveis, tendo em vista a igualdade de oportunidades e o reforço da coesão social.

Este projeto foca-se numa perspetiva de integração social através da música e da própria elaboração de instrumentos com materiais recicláveis. Dirige-se prioritariamente a crianças e adolescentes em situação de maior vulnerabilidade sócio – educativa.

A União de Freguesias de Beja – Salvador e Santa Maria da Feira, na qualidade de embaixador apoia este projeto. Juntou a esta causa por considerar que o projeto irá proporcionar a inclusão de crianças e jovens em risco, num trabalho de valorização da sua auto estima e no combate à marginalização e exclusão social.

O projeto em causa irá envolver as crianças e jovens desta área geográfica das Freguesias, dando principal prioridade aos Bairros sociais, pois é por serem destas zonas que são criados estigmas que não permitem em pleno SÉC. XXI que crianças e jovens tenham as mesmas oportunidades.

A possibilidade de integrar e aceder a um simples atelier de percussão e construção de instrumentos musicais é só por si uma oportunidade de integração social.

Assim sendo e se o projeto tambores do bairro for aprovado contribuirá, certamente, para dar a oportunidade a todas as crianças e jovens de puderem usufruir deste atelier de uma forma gratuita.